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 Últimas Atualizações:


ORDENAÇÃO SACERDOTAL EM BORDEAUX

    No sábado 10 de julho, Dom Ennio Appignanesi conferiu a ordem presbiteral ao então diácono Jean-François Billot, a ordem diaconal a Rémy Balthazard e o subdiaconato a Etienne Lecarme.

 


PRIMEIRA MISSA DO PADRE BILLOT
No domingo 11 de julho, na igreja paroquial de Santo Elígio, o Padre Billot celebrou sua primeira missa solene

 



FESTA DE FIM DE ANO EM MANOU

No domingo 4 de julho de 2010, solenidade de São Pedro e São Paulo:  todos os seminaristas se juntaram aos fiéis de Manou para a festa de fim de ano e para comemorar o aniversário da ordenação do Padre Raffray.

 



FIM DE ANO 2010
Depois dos exames de fim de ano, os seminaristas permaneceram alguns dias no seminário para cumprir alguns trabalhos: reforma e aumento da capela, pintura das janelas e venezianas, jardinagem... Trabalhos seccionados por diversas festas e cerimônias, entre as quais a visita do Padre Lioult, Pároco de Châteaudun. Antes da partida para as férias, o tradicional churrasco de fim de ano reuniu os benfeitores que nos ajudam quotidianamente no seminário ao redor de um típico jantar brasileiro!

   


Caros amigos e benfeitores,

 

Agora que o fim do ano escolar está em seu limiar, e que nossos seminaristas se preparam rigorosamente para os exames do mês de junho, cumpre relembrar um aspecto peculiar da formação recebida em Courtalain, que molda os seminaristas a “exercer seu [futuro] sacerdócio na Tradição doutrinal e litúrgica da Santa Igreja Católica Apostólica Romana”. (Estatuto do IBP, I, §1).

 

A aprendizagem de um carisma sacerdotal próprio.

 

Optando por ingressar no Instituto do Bom Pastor, a trintena de seminaristas que acolhemos aqui escolheu por sua vocação a serviço de um Instituto bem peculiar, isto é, servir a Igreja exercendo o carisma próprio desse Instituto. Não que não haja mil outros carismas próprios na Igreja católica, nem tampouco que a escolha deste carisma não seja compatível com as qualidades e talentos próprios de cada um. No entanto, ingressar num Instituto tal como o nosso implica em certo número de sacrifícios: a juventude de nosso Instituto em plena fundação e a incompreensão de alguns católicos a respeito de nossas particularidades são causas de numerosos constrangimentos e inconvenientes. Esta escolha deve, pois, repousar sobre um fundamento sólido, a convicção de possuir neste carisma próprio uma riqueza desconhecida e, no entanto, proveitosa para toda a Igreja: a Tradição católica em toda sua amplitude, em particular doutrinal e litúrgica.

Possuir estas riquezas como um bem próprio não quer dizer de modo algum que outros não as possuam. O contrário é que é verdade, visto que nosso objetivo principal é de distribuí-las pelo mundo a todos aqueles que de tais riquezas têm sede, sejam sacerdotes ou fiéis de Nosso Senhor Jesus Cristo. É assim que nossos padres exercerão seu ministério apostólico: sua caridade própria consiste em beber deste tesouro e o difundir, para enriquecer as almas com um bem que não pertence a eles como propriedade pessoal, mas é de toda a Igreja. Assim, com o objetivo de melhor exercer este carisma sacerdotal é que nossos seminaristas são formados para se tornarem os campeões e os especialistas da Tradição, como os franciscanos são os campeões da pobreza e os dominicanos os especialistas da pregação – não obviamente em detrimento de outras obras, mas antes para o proveito de todos.

 

O uso exclusive de um rito próprio.

 

O rito próprio do Instituto do Bom Pastor, em todos os seus atos litúrgicos, é o rito romano tradicional (Estatutos do IBP, I, §2). Eis pois nossa verdadeira riqueza! Eis aí o que nossos padres colocam à disposição das almas, e o que eles levam de novo e de original à vida de uma igreja local. Se depois do Motu Proprio todo padre diocesano é encorajado a celebrar essa forma extraordinária do rito romano por sua própria iniciativa, todavia bem poucos são aqueles que adquiriram, durante sua formação, a prática quotidiana minuciosa e paciente do espírito litúrgico que caracteriza o usus antiquior. Porque a liturgia é bem mais que um método ou conjunto de regras: é uma escola do sagrado, uma fonte de vida espiritual, uma escada de acesso a Deus pelas vias oficiais da Igreja, que implica, pois, igualmente numa concepção original da pastoral. As atitudes, os gestos, o modo de dirigir-se a Deus, a própria disposição das pessoas e dos objetos, tudo isso é previsto e está inscrito na liturgia tradicional, e não pode ser aprendido e assimilado senão por uma prática assídua e refletida dos ofícios litúrgicos – e é isso que os seminaristas se esforçam para receber aqui e poderem, mais tarde, faze-lo frutificar fielmente.

Em Courtalain, o exercício desse carisma litúrgico se realiza nas condições ideais: não somente o número de seminaristas permite solenizar ao máximo as cerimônias, mas nós dispomos ainda da oportunidade de difundir tais riquezas em harmonia com as estruturas eclesiais.

Por um lado na paróquia, já que a comunidade paroquial põe à nossa disposição a igreja do vilarejo a cada domingo e nos dias de festa; vários encontros amistosos foram organizados no decurso do ano, e nos deram a ocasião de nos conhecermos melhor e de ultrapassar as apreensões e talvez mesmo as incompreensões. As excelentes relações entre os professores do seminário e os padres da paróquia são a prova de que a integração de uma comunidades tradicional não só é bem possível, mas proveitosa a todos no nível local.

No nível diocesano nós estamos contentes e enaltecidos por trazer à diocese de Chartres nosso esforço na obra de evangelização: Dom Michel Pansard, Bispo de Chartres, visitou-nos recentemente para conhecer os novos seminaristas e para encorajar esses jovens em sua vocação. Há um ano, ele nos confiou o serviço paroquial de Manou, onde uma bela comunidade, que se arranja pouco a pouco, está formada e se insere perfeitamente no ambiente diocesano: uma riqueza a mais para toda a Igreja!

 

Um carisma doutrinal

 

A particularidade do Instituto do Bom Pastor não é, entretanto, exclusivamente litúrgica: ela é também doutrinal, visto que nós nos engajamos desde nossa fundação a examinar certo número de dificuldades que a Igreja encontra hoje. Temos, pois, aqui outra riqueza a cultivar e a desenvolver, mas antes de tudo a plantar na inteligência de nossos seminaristas. A “crítica construtiva” não pode limitar-se a denunciar os perigos e criticar iniciativas, ela deve propor soluções, adaptações e até mesmo idéias novas. Tal é a riqueza verdadeira da Tradição: de não ser uma letra morta, mas ao contrário, uma fonte de vida cristã “um tesouro do qual se tira coisas novas e velhas” (Mt. 13, 21).

 

Como fazer frutificar este carisma?

 

Antes de tudo pela seriedade de nossa formação: nossa Ratio studiorum foi recentemente reconhecida e encorajada pela Congregação da Doutrina da Fé. Em seguida, pelo investimento na formação superior universitária dos nossos professores, o que lhes permitiria estarem atualizados sobre as discussões teológicas, os debates e dificuldades da Igreja no mundo atual. Dessa forma, eles podem a justo título pretender dar aos seminaristas uma formação tradicional e atualizada ao mesmo tempo. Está aí ainda outra verdadeira riqueza que queremos por ao serviço e à disposição de toda a Igreja. Concretamente, por exemplo, alguns professores do Seminário São Vicente de Paulo animam a revista bilíngüe (italiano/francês) Disputationes Theologicae, no site http://disputationes.over-blog.com. A ambição desta publicação é de suscitar um verdadeiro debate teológico em torno de temas controversos da modernidade na Igreja: ela publica artigos de teologia ou entrevistas de teólogos na França e em Roma, a respeito de questões litúrgicas e pastorais. Esse trabalho, ainda que modesto, visa a abrir um espaço de discussão e de encontro intelectual entre diferentes correntes da Igreja: expor nossas idéias sem provocação, construir uma reflexão serena sobre assuntos delicados, receber objeções e críticas para aperfeiçoar nossos argumentos... Somente deste modo poderemos valorizar essa verdadeira riqueza que constitui a fé tradicional, para todos os homens de boa vontade, e exercer nosso carisma próprio como um verdadeiro recurso a serviço de toda a Igreja.

 

Caros amigos e benfeitores, os senhores sabem que essa obra tão peculiar que é a formação de futuros padres é longa e delicada: nela nós colocamos todas as nossas forças e toda nossa alma, mas ela não pode ser realizada sem sua ajuda. Assim, mais uma vez, viemos fazer um apelo a sua generosidade para fazer viver nosso seminário e proporcionar aos nossos seminaristas as condições materiais necessárias a uma formação tão exigente e tão bela.

 Assegurando-lhes meu devotamento e as preces de todo o seminário,

 

Padre Roch Perrel,

Reitor do Seminário São Vicente de Paulo

Le BON PASTEUR DE COURTALAIN – No 3 – Natal 2009

Caros amigos e benfeitores,

Uma etapa decisiva

No seu quarto ano de existência, o seminário Saint-Vincent-de-Paul entrou em uma etapa decisiva, visto que, inauguramos neste ano o curso de teologia. Em Courtalain, nós oferecemos a todos seminaristas uma formação teológica tradicional, completa e coerente.

O seminário proporciona dessa maneira aos futuros padres do Instituto do Bom Pastor um quadro ideal para se receber, ao longo dos seis anos que dura a progressão deles em direção ao sacerdócio, uma formação segundo as exigências da nossa especificidade doutrinal, litúrgica e espiritual. Este é o trabalho fundamental, uma longa empreitada, que se passa no silêncio e no recolhimento: condiçoes estas necessárias ao estudo, ao desenvolvimento de uma espiritualidade equilibrada e ao desapego do mundo exigido pela vida sacerdotal.

Se os seminaristas estão desta forma « isolados » , durante o tempo de formação, tudo é, entretanto, organizado de tal forma que o seminário seja para eles um lugar de trocas, de encontros e de enriquecimento: o padre deve conhecer, com lucidez e realismo, o mundo no qual ele é chamado a pregar Jesus Cristo. É neste sentido que fazemos de tudo para que o seminário de Courtalain seja ao mesmo tempo um lugar acolhedor e um centro de esplendor espiritual e intelectual.

Um lar de esplendor espiritual e intelectual

Todos os professores que residem em Courtalain buscam, paralelamente ao curso que dão, um diploma superior (licença canônica ou doutorado) nas faculdades católicas, em Roma, Paris e Toulose. O padre Emmanuel de Ducla, por exemplo, obteve brilhantemente, no último 30 de novembro, sua licença canônica em teologia pelo Institut catholique de Toulouse, defendendo sua tese sobre La connaissance de Dieu selon s. Hilaire de Poitiers (O conhecimento de Deus segundo santo Hilário de Poitiers).

Estes estudos permitem aos professores de darem aos seminaristas uma formação de alto nível, ao mesmo tempo tradicional e atual, orientada à solução dos problemas modernos e à resposta das questões de hoje em dia. Esta é a condição necessária para formar, ao nosso ver, padres com um espírito aberto, os quais não se deixarão desestabilizar face aos argumentos de nossos contemporâneos.

Além disso, todos os padres exercem também, ao menos ocasionalmente, um apostolado exterior: a missa na igreja paroquial de Courtalain, a missa dominical em Manou (que nos foi confiada há um ano pelo Monsenhor Pansard), as diversas viagens pela França ou ainda a participação em diversos congressos nacionais ou internacionais. Estas são todas ótimas ocasiões para se difundir a todos as riquezas da liturgia e o ensinamento tradicional da Fé, segundo o carisma próprio do Bom Pastor.

Além disso, os seminaristas são, neste ponto de vista, progressivamente iniciados, junto de padres experientes, às exigências do apostolado durante seu período de férias.

Um lugar de trocas e de renovamento sacerdotal

Queremos fazer do seminário, por outro lado, um lugar de recepção e de encontros, não somente para os visitantes que querem encontrar na vida regrada do seminário uma fonte espiritual e um apoio fraterno, mas também com o objetivo de fornecer aos seminaristas um enriquecimento pessoal, fundamentado na diversidade de experiências e nos testemunhos dos veteranos.

No momento, já recebemos regularmente os padres e professores leigos que vêm nos dar palestras; estamos também muito felizes de receber outros confrades de outras comunidades, que querem aproveitar o ambiente repousante do seminário, ou que vêm simplesmente nos fazer uma visita de cortesia durante um almoço ou mesmo uma tarde; enfim, nós inauguramos neste ano um ciclo de palestras, no qual em todos os meses um profissional ou especialista de uma questão particular é convidado para expor aos seminaristas um assunto de atualidade e que não entre diretamente no programa clássico dos cursos, como por exemplo: palestras sobre atualidade religiosa, medicina, economia, música, geopolítica, problemas pastorais, entre outros. Estas conferências são sempre seguidas de uma conversa livre e frutuosa com o palestrante a qual permite aos nossos seminaristas de não se limitarem à um conhecimento somente bibliográfico simplista como se observa na realidade moderna. 

Depois dos fundamentos, o edifício

Nós buscamos portanto, como vocês podem constatar, a edificação de uma casa de formação que supere um à um os desafios doutrinais e materiais de todos gêneros, na continuidade dos nossos predecessores.

Após os tempos heróicos da fundação, nós consolidamos agora uma empreitada que dá sinais de que vai durar e vai se desenvolver: embora mudaram os diretores, todos cuidaram em conservar o espírito de simplicidade e de responsabilidade que havia na origem desta casa, a qual faz disso sua própria simpatia.

Foi necessário muita fé aos meus predecessores e aos amigos dos primeiros dias, para acreditar, em meio desses tempos difíceis, no sucesso da fundação de um seminário tradicional na França. As fundações estão agora estabelecidades, e a estabilidade assegurada; de agora em diante nos resta construir, fielmente, para formar a geração dos padres de amanhã.

É esta aposta que nós devemos superar hoje em dia, contando com vosso apoio, para que o Instituto do Bom Pastor possa, com a graça de Deus, oferecer à Igreja os padres dos quais ela tanto precisa.

O Reitor,

Pe. Roch Perrel

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